domingo, 13 de novembro de 2011

Vamos falar mais baixo

Eu ainda tinha esperanças de que era diferente. De que não ia ser dessa forma ou, que, apenas ia ser mais sutil. Mas não foi, foi e é intenso e doloroso. Me dói não ver o que eu já vi, me dói ter perdido a sinceridade. Me dói não saber mais onde tudo foi parar ou quando é que vai parar. Talvez seja minha culpa, talvez eu tenha feito errado. Ou talvez não. Talvez tenha que ser assim mesmo. Fato é que não está bom, não é mais igual.
Lembro com perfeição da expectativa, da ansiedade, do frio na barriga. Eles ainda existem, mas com menos intensidade.
E agora eu não sei mais o que fazer. De verdade. Apostei todas as fichas e não foi o suficiente. Eu tenho os meus limites também, mas fui capaz de vencê-los, fui bem além deles e ainda assim não resolveu? Jura? Pois sinto muito, não vou carregar nada sozinha. Não sou pagadora de promessas para aguentar essa cruz enorme em minhas costas. Me dói, me cansa. E sabe o que é pior? É que no fim das contas nem tem valido tanto a pena assim. É, é isso aí. Não está valendo a pena.
Sabe por quê? Porque sempre acabo me frustrando. Sempre minhas expectativas não são correspondidas. Será que isso também é recíproco? Não sei. Porque sempre há o silêncio.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Do que passou

– "E são as suas lembranças que me acolhem, que me aquecem nessa saudade sem fim. Você volta? Volte, eu continuo por aqui, no mesmo lugar, à sua espera para um café. Que saudade, hein? Quantas dúvidas, quantas confusões, indecisões. Você aí, abrindo um novo mundo. Será que vai sobrar um espaço para mim? Ou será que eu também sou parte importante disso tudo? Eu não sei. E não posso te perguntar, ainda que só você possa me responder."

Parte do que eu senti enquanto tudo era distância.


domingo, 18 de setembro de 2011

De volta

Já estava na hora de dar as caras novamente por aqui. É que a vida anda corrida demais e os pensamentos também andam ligeiros demais, aí nem dá tempo de colocar no papel tudo que se passa na cabeça. Voltei trazendo uma semi-novidade: a música de Marisa Monte, lançada na última quarta-feira. Há tempos que ela não divulgava novas composições, mas acho que valeu a pena esperar.
Apesar da música não trazer nenhuma novidade no campo amoroso (é composta por frases que parecem conhecidas), é boa de se ouvir. Vale ressaltar o ritmo da música. É uma mistura interessante, e lá, bem lá atrás, parece um arrocha. Tá, não é bem um arrocha, mas traz aquele princípio de seresta, sabe?

Ouça aí:

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

desapego

O texto abaixo são memórias fictícias ou não de algo que, por muito tempo, ficou preso em algum lugar do meu subconsciente e que só agora, em um momento pleno de paz interior e exterior, conseguiu ser libertado de mim...

"E então você faz com que eu veja seus rastros, suas palavras, seus desabafos. Você consegue o que quer. Sempre. Sabe me desnortear, me confundir. Ir e me levar ao mesmo tempo em que me deixa. Acontece que agora não adianta mais. É tarde e mais uma vez você não soube aproveitar a oportunidade. Tenho mais certeza de que você não sabe amar. Ou é apenas medo? É, medo de ser dominado pelo sentimento!
Infelizmente eu não posso mais te ajudar, não tenho como te ensinar. Cansei de ser sua cobaia, seu saco de pancadas, sua válvula de escape. E isso tudo porque agora eu sou inteiro e você é apenas uma metade esquecida na gaveta do quarto. Nessa gaveta também estão as alegrias e sofrimentos que você causou. Vá, olhe para frente como você sempre fez. A diferença é que agora eu desaprendi a olhar para trás e você não vai mais me encontrar esperando por você."


quinta-feira, 21 de julho de 2011

e já foi.

Impressiona-me a velocidade do mundo. A rapidez que move as coisas, os sentimentos. O calor que transforma a água em vapor em segundos. A decepção que transforma o amor em dor em três segundos. Talvez o tempo seja a coisa que mais assusta o ser humano, porque não dá para revertê-lo. Não dá para voltar atrás, desfazer as horas, os dias. Cada segundo é transformador, já foi, já passou e isso incomoda. Não poder ter o controle, não poder comandar o tempo. A gente pode se aliar a ele, fazer um planejamento e conseguir aproveitá-lo de uma maneira agradável, mas controlar, não.  

sábado, 16 de julho de 2011

Sentir é fácil, difícil é dizer.

Falar sobre sentimentos não é fácil. Nunca foi e nunca será. Não há descrição que traduza perfeitamente o que se sente. É incrível como isso não está ao nosso alcance, mas ainda assim é, por muitas vezes surpreendente saber que existe alguém que consegue compreender exatamente o que você está dizendo. É a tão sonhada reciprocidade do sentimento. Mas ainda como é difícil explicar o que a gente sente. Mais complicado ainda é acreditr e conseguir perceber que está compreendido totalmente, entende?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

silêncio

– Uma das coisas que me entristecem na vida: minha extrema timidez que me impede de interagir com as pessoas... Oh céus! Oh vida! E ouvir sem falar, com vontade de dizer, de opinar e sem conseguir se expressar... Por que isso ainda não consegui superar? Que tudo se transforme e já!
E às vezes sinto que é melhor se passar pelo que não sou, do que me mostrar... Oh vida triste! Há 20 minutos estou em um sofrimento inexplicável por causa disso... E a vontade de desaparecer, somado ao constrangimento imenso de ficar muda o tempo inteiro? E por que me esconder tanto, a ponto de querer sumir muito?